
Apresento para vocês, leitores, uma matéria publicado no "uol", mostrando toda a trajetória do Salgueiro, desde a sua fundação como equipe profissional, em 2005, até o acesso à Série "B" do futebol brasileiro, façanha essa conseguida esse ano em cima do Paysandu, em pleno estádio da Curuzu, na capital paraense.
Que essa organização e esse planejamento do time pernambucano, mesmo contando com poucos recursos financeiros, sirvam de exemplo e de motivação para o novo mandatário rubro, a ser eleito na próxima eleição, com data ainda indefinida.
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SALGUEIRO ATLÉTICO CLUBE
  O presidente era motorista do time até 2006. Os principais patrocinadores são uma banda de forró e uma funerária. A folha salarial de todo o clube é de R$ 85 mil mensais. Em cinco anos desde seu surgimento como profissional, o Salgueiro recorreu à mínima estrutura para alcançar a Série B do Brasileiro, figurar entre os 40 melhores times do país e começar a respirar uma realidade que ainda não lhe pertence.
  A cidade de Salgueiro tem cerca de 50 mil habitantes. Faz parte do perigoso Polígono da Maconha, região entre Pernambuco e Bahia conhecida por elevados índices de violência causados pela forte influência do tráfico de drogas. Mas desde 2005, o time de futebol tem contribuído com outro rótulo ao município.
  O clube foi fundado em 1972 e sempre viveu no amadorismo. Em 2005, a banda local de forró Limão com Mel, o empresário Clebeo Cordeiro, que atua no sistema funerário, e a prefeitura decidiram profissionalizar o Salgueiro e financiar o projeto. Cinco anos depois, a equipe disputa as semifinais da Série C e já está garantida na segunda divisão nacional de 2011.
  O atual presidente é José Guilherme de Alencar Ferreira. Ele também se empolgou com a profissionalização do Carcará do Sertão, apelido do clube, mas contribuiu de outra maneira: dirigindo o ônibus da delegação. “Não tinha como participar financeiramente, então me coloquei à disposição para dirigir o ônibus, pois era motorista de van e já conhecia a região. Depois virei diretor e presidente. Nessas viagens, aprendi a malandragem dos boleiros”, conta o dirigente.
  A folha salarial do Salgueiro é de R$ 85 mil mensais, incluindo todos os funcionários do clube, de responsável pelo gramado à comissão técnica. O clube ainda gasta outros R$ 35 mil mensais com viagens, hospedagem e demais gastos com o time de futebol. Quem paga a conta? “A prefeitura dá R$ 38 mil por mês. O restante é dividido entre o Limão com Mel e o Clebeo, além da receita com bilheteria”, diz José Guilherme.
  A dependência dos dois parceiros é total. Prova disso é que o Salgueiro entrou no último Pernambucano com o objetivo de não ser rebaixado, pois o dono da funerária, investigado em CPI estadual que procurou irregularidades em planos de saúde, decidiu não investir na equipe por alguns meses. “Até abril deste ano, nossa participação na Série C do Brasileiro era inviável, mas aí o apoio voltou e montamos um time mais forte”, conta o presidente.
  Agora, a expectativa do Salgueiro é pela participação na Série B. A comemoração ainda é grande por parte dos jogadores, à espera dos R$ 300 mil que serão divididos como prêmio pelo acesso. A diretoria, no entanto, começa a se preocupar. Renovou com 80% do elenco e tenta não pecar pela falta de experiência na segunda divisão. “Nosso objetivo é continuar na Série B para a edição seguinte. Se ficarmos em 15º lugar em 2011 está bom demais. Temos muito a aprender. Vamos apanhar muito, sofrer, mas já estamos acostumados”, projeta José Guilherme.
  O dirigente aguarda ansioso o cumprimento de uma promessa feita pelo governador reeleito de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), de ampliar o estádio municipal de Salgueiro para que o time possa atuar em casa na Série B. O estádio Cornélio de Barros Muniz terá sua capacidade aumentada de 6 mil para 10,5 mil.
  De 2005 a 2010, o Salgueiro saiu do amadorismo para a segunda divisão nacional. Muita coisa mudou, mas não todas. “Aqui o presidente tem que ser 1001 utilidades. Ainda dirijo o ônibus às vezes, quando o motorista está cansado. Pego saco de bola, carrego água, quadro negro, não tem bronca, não. Os próprios atletas ficam envergonhados e ajudam a carregar as coisas”, conta o presidente José Guilherme, reeleito para seguir no comando do clube até 2012.
Que essa organização e esse planejamento do time pernambucano, mesmo contando com poucos recursos financeiros, sirvam de exemplo e de motivação para o novo mandatário rubro, a ser eleito na próxima eleição, com data ainda indefinida.
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SALGUEIRO ATLÉTICO CLUBE
  O presidente era motorista do time até 2006. Os principais patrocinadores são uma banda de forró e uma funerária. A folha salarial de todo o clube é de R$ 85 mil mensais. Em cinco anos desde seu surgimento como profissional, o Salgueiro recorreu à mínima estrutura para alcançar a Série B do Brasileiro, figurar entre os 40 melhores times do país e começar a respirar uma realidade que ainda não lhe pertence.
  A cidade de Salgueiro tem cerca de 50 mil habitantes. Faz parte do perigoso Polígono da Maconha, região entre Pernambuco e Bahia conhecida por elevados índices de violência causados pela forte influência do tráfico de drogas. Mas desde 2005, o time de futebol tem contribuído com outro rótulo ao município.
  O clube foi fundado em 1972 e sempre viveu no amadorismo. Em 2005, a banda local de forró Limão com Mel, o empresário Clebeo Cordeiro, que atua no sistema funerário, e a prefeitura decidiram profissionalizar o Salgueiro e financiar o projeto. Cinco anos depois, a equipe disputa as semifinais da Série C e já está garantida na segunda divisão nacional de 2011.
  O atual presidente é José Guilherme de Alencar Ferreira. Ele também se empolgou com a profissionalização do Carcará do Sertão, apelido do clube, mas contribuiu de outra maneira: dirigindo o ônibus da delegação. “Não tinha como participar financeiramente, então me coloquei à disposição para dirigir o ônibus, pois era motorista de van e já conhecia a região. Depois virei diretor e presidente. Nessas viagens, aprendi a malandragem dos boleiros”, conta o dirigente.
  A folha salarial do Salgueiro é de R$ 85 mil mensais, incluindo todos os funcionários do clube, de responsável pelo gramado à comissão técnica. O clube ainda gasta outros R$ 35 mil mensais com viagens, hospedagem e demais gastos com o time de futebol. Quem paga a conta? “A prefeitura dá R$ 38 mil por mês. O restante é dividido entre o Limão com Mel e o Clebeo, além da receita com bilheteria”, diz José Guilherme.
  A dependência dos dois parceiros é total. Prova disso é que o Salgueiro entrou no último Pernambucano com o objetivo de não ser rebaixado, pois o dono da funerária, investigado em CPI estadual que procurou irregularidades em planos de saúde, decidiu não investir na equipe por alguns meses. “Até abril deste ano, nossa participação na Série C do Brasileiro era inviável, mas aí o apoio voltou e montamos um time mais forte”, conta o presidente.
  Agora, a expectativa do Salgueiro é pela participação na Série B. A comemoração ainda é grande por parte dos jogadores, à espera dos R$ 300 mil que serão divididos como prêmio pelo acesso. A diretoria, no entanto, começa a se preocupar. Renovou com 80% do elenco e tenta não pecar pela falta de experiência na segunda divisão. “Nosso objetivo é continuar na Série B para a edição seguinte. Se ficarmos em 15º lugar em 2011 está bom demais. Temos muito a aprender. Vamos apanhar muito, sofrer, mas já estamos acostumados”, projeta José Guilherme.
  O dirigente aguarda ansioso o cumprimento de uma promessa feita pelo governador reeleito de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), de ampliar o estádio municipal de Salgueiro para que o time possa atuar em casa na Série B. O estádio Cornélio de Barros Muniz terá sua capacidade aumentada de 6 mil para 10,5 mil.
  De 2005 a 2010, o Salgueiro saiu do amadorismo para a segunda divisão nacional. Muita coisa mudou, mas não todas. “Aqui o presidente tem que ser 1001 utilidades. Ainda dirijo o ônibus às vezes, quando o motorista está cansado. Pego saco de bola, carrego água, quadro negro, não tem bronca, não. Os próprios atletas ficam envergonhados e ajudam a carregar as coisas”, conta o presidente José Guilherme, reeleito para seguir no comando do clube até 2012.
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