quarta-feira, 22 de setembro de 2010

DINHEIRO PÚBLICO EM SERGIPE TAMBÉM DEVE SER DESTINADO AO FUTEBOL?



       Esse é um tópico bastante discutido no meio futebolístico, tanto local quanto nacional. Já ouvimos, por diversas vezes, comentários no sentido de que isso é imoral, e que o Governo deveria era “gastar” (utilizando um termo bastante popular) com outras coisas mais importantes, como saúde, educação, habitação, etc.

       Não vemos por esse lado. Para os outros setores citados, o Governo já estabelece verbas específicas, independentemente da destinação quanto ao futebol. O que é imoral é isso: é gastar desnecessariamente com propaganda, que às vezes possuem um cunho pessoal, e não geral - voltado à comunidade; é nomear pessoas para exercerem determinados cargos em comissão, sem haver qualquer necessidade de serviço; é superfaturar obras; e outros casos mais. Porém, essa regra não é absoluta, comporta exceções, ou seja, políticos que realmente desempenham o papel de representantes do povo.

       Mas voltemos ao futebol. O problema é que grande parte das pessoas (aqui também se incluem algumas autoridades políticas do Poder Executivo) que são contrárias a esse tipo de destinação do dinheiro público não conseguem dimensionar um possível retorno, para o Estado, desse investimento. Na área social, o futebol é um meio de gerar empregos, sejam diretos ou indiretos; no campo turístico, idem.

       Na maioria dos Estados, principalmente no Nordeste, é comum tanto os Governos quanto às Prefeituras subsidiarem, de certa forma, o futebol. Quantos clubes não têm estampada nas suas camisas os respectivos patrocínios - os times alagoanos são um bom exemplo disso (ASA, CRB e CSA). E não são colaborações ínfimas, como têm sido “agraciadas” ultimamente as nossas equipes, levando-se em consideração o futebol e toda a sua representatividade junto a uma sociedade.

       Um apoio governamental, acaso obtido pelas agremiações, não significa dizer que as mesmas deixem de procurar a iniciativa privada, de forma alguma. Mas num Estado pouco desenvolvido futebolisticamente como o nosso, em que a visão do empresariado local ainda é de desconfiança, o Governo tem um papel fundamental, que é o de servir de inspiração e ser um agente motivador para novos patrocínios provenientes do setor privado.

       Não sendo assim, vamos continuar da mesma forma por um bom lapso de tempo: os dirigentes afirmando que o futebol sergipano está nessa situação de decadência porque os empresários locais não investem, e esses, em contrapartida, ressaltam que não injetam dinheiro sob a alegação de que o futebol local não tem qualidade, visibilidade, e que não há transparência na administração dos clubes e nem na própria Federação Sergipana de Futebol. E afinal de contas, quem é que está com a razão nesse jogo de palavras, os dirigentes ou o empresariado? Dê a sua opinião, torcedor!

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